EU E O CHORO
Eu e o Choro
Se tem uma coisa que não me desperta muito a atenção são os Jogos Olímpicos, pois o Brasil só dá vexame e consegue pouquíssimas medalhas. Simplesmente não dá emoção. Por outro lado, o pouco que esses jogos me despertam o interesse é justamente quando um bendito brasileiro consegue uma mísera medalha de ouro, às custas de um enorme esforço, sangue e suor. Dá pena. Alguns chegam a chorar. Choro de emoção e de desabafo. Foi emocionante ver aquele nadador (Cielo) que chegou a quebrar o recorde olímpico em uma das eliminatórias (que durou só cinco minutos) e, na final, ganhou ouro (antes tinha ganhado bronze) com um novo recorde olímpico.
Tem também aquela menina da ginástica olímpica, a Jade, que além de bonita, tem a mania de estar sempre chorando. Segundo os entendidos, ela chora de nervosismo, pois sente o peso da responsabilidade, visto que, me parece, esta é a sua primeira Olimpíada, o que faz com que ela se contraste com a experiente Daiane dos Santos.
Esta história de choro resolvi escrever por que ontem, como quem não espera muito, falei para o Guigui: “dá um beijo no papai”. Para minha surpresa, este menininho de apenas um aninho e pouco (14 meses) me deu uma série de quatro ou cinco beijos no rosto e, cada beijo que ele me dava, me olhava e dava um enorme sorriso. Não agüentei. Meus olhos se alagaram de felicidade. Como resposta eu também tascava-lhe uma beijoca e ele se deliciava. Éramos dois bobões em um momento, raro, de plena felicidade. Esse é meu Gugui, tal qual a minha Fefê.
Esse negócio de choro comigo é complicado. Já dei muito vexame e, o curioso, é que em quase dez anos de casado e 12 vivendo com a Lelen, até hoje ela só chorou, copiosamente, uma vez. Foi depois que a Fefê nasceu. Ela teve uma daquelas crises pós-parto e ficou achando que eu só dava atenção para a Maria Fernanda e para ela (Helen) não. Mas isso durou só um dia e nunca mais se repetiu. Pelo meu lado porém, nesses 12 anos perdi a conta de quantas vezes chorei (copiosa e não copiosamente).
Dizem que o choro é característico das pessoas sensíveis. Daí o choro ser associado ao sexo feminino (sensível e frágil) e não ao masculino (homem não chora, muitos dizem por aí – não é o meu caso, isso eu garanto).
Tem uma música do Zeca Baleiro, “Flor da Pele”, que ele canta com a Gal Costa, que diz mais ou menos assim: “ando a flor da pele, que qualquer beijo de novela me faz chorar”.
Voltando às olimpíadas, nessa segunda feira descobri um ótimo estímulo para assisti-la: foi a Yelena Isinbaieva. Como a Sharapova não foi para o torneio de tênis, a saltadora de vara (e vá gostar de vara assim lá na Rússia!!) deu conta (e como!!!) do recado! Agora sou fã número 1 de competições femininas de salto com vara (desde que tenha a Isinbaieva, é claro). Ela ganha todas e não chora.
Escrito por sj-casarin às 08h50
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CPC - Conceito Preliminar de Curso
CPC – Conceito Preliminar de Curso
Samuel José Casarin
O MEC acaba de criar o CPC – Conceito Preliminar de Curso. O CPC terá valores de 1 a 5 e, segundo o MEC, servirá para aprimorar a avaliação da educação superior.
Por ser um conceito preliminar, a sua ratificação deverá ocorrer depois de uma avaliação in loco feita por avaliadores do MEC.
Como o CPC se fundamenta principalmente no conceito obtido pelo curso no ENADE, aqueles cursos que tiverem conceito preliminar 1 e 2 serão automaticamente incluídos na relação de cursos que terão a visita in loco, cuja comissão poderá ratificar o conceito (1 ou 2) ou até mesmo alterar para mais ou menos. O curioso nisto é que curso com CPC igual ou superior a 3 poderá optar por não receber avaliadores in loco e ratificar, assim, o conceito preliminar obtido. Portanto, mesmo sendo medíocres, cursos com CPC igual (ou superior) a 3 estarão dispensados de uma visita in loco e se firmarão como cursos “que atendem plenamente aos critérios de qualidade para funcionarem”. Isto é um enorme equivoco do MEC.
O CPC é um conceito formado por três variáveis com pesos distintos: conceito do ENADE (40%), IDD (30%) e Insumos – cadastro docente e questionário sócio econômico do ENADE (30%).
Observemos, portanto, que só o ENADE responde por 81,2% do CPC (40% Prova ENADE + 30% IDD ENADE + 11,2% Questionário ENADE). Logo, é o ENADE a variável principal que vai definir o CPC do curso, daí o equívoco do MEC em considerar para fins de avaliação in loco somente os cursos com CPC igual a 1 ou 2. Os dados do cadastro docente irão contribuir com apenas 18,8% no valor do CPC.
O MEC promete divulgar em breve o CPC dos cursos que foram avaliados pelo último ENADE (2007). São os cursos das áreas de Agronomia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Tecnologia em Radiologia, Tecnologia em Agroindústria, Terapia Ocupacional e Zootecnia.
Considerando que os cursos que receberem um CPC igual ou maior que 3 poderão converter este conceito em permanente, servirá esta avaliação (conceito permanente) para fins de reconhecimento ou renovação de reconhecimento de curso dentro da filosofia da avaliação institucional?
Segundo o INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - o novo indicador será, a partir de agora, a referência na renovação das licenças de funcionamento dos cursos de graduação. Ou seja, será sim um instrumento para fins de reconhecimento ou renovação de reconhecimento de curso.
Ainda segundo o INEP, com a adoção do Conceito Preliminar, prevê-se a redução do número de visitas in loco. No sistema atual são cerca de três mil visitas por ano, mas com o novo indicador esse número deve cair para 1.800. Os itens da lista referencial dos avaliadores também foram reduzidos.
A adoção deste conceito mostra o que já se esperava: o MEC não tem competência instalada para avaliar todo o sistema de ensino superior. Isto estava evidente e agora se confirmou! Como é que se pode avaliar in loco, com a infra-estrutura precária do MEC, mais de 2.500 IES e mais de 25.000 cursos superiores de graduação? Era, simplesmente, impossível.
Uma última constatação: o MEC, que sempre apregoou que o conceito do ENADE não era suficiente para determinar a qualidade de um curso de graduação, dá um passo atrás e se entrega ao que as IES já vinham fazendo com os conceitos do ENADE: ou seja, o CPC, a exemplo dos conceitos do ENADE, servirá para ranquear os cursos de graduação e, diga-se, de maneira injusta.
Fazendo uso de uma expressão muito popular: “este CPC ainda vai dar muito o que falar”.
Escrito por sj-casarin às 09h50
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ESCOLHAS
Escolhas
Tenho pensado muito no que sou e como estou. Em função disso acabei tirando uma conclusão um tanto quanto óbvia, lógica, mas que até então não havia pensado: sou o que sou por que sou resultado de minhas escolhas ao longo de minha vida.
O que me animou, se é que posso dizer assim, é que essa minha brilhante conclusão aplica não só a mim, mas a todo mundo, ou seja, nós somos resultados de nossas escolhas, de nossas opções ao longo de nossa vida. Portanto, não adianta dizer que certas coisas não dão certo por que somos azarados, burros, incompetentes ou coisas parecidas. A nossa vida é um reflexo perfeito das nossas decisões.
Com certeza, tudo na vida tem um preço. Logo, a nossa realidade é o preço, justo, que pagamos pelas nossas escolhas. Muitas vezes o preço é alto demais. Mas sempre há tempo para mudar, é só alterar nossas escolhas, e saber que tal alteração também tem um preço (as vezes difícil de dimensionar). Por isso nos cabe muita responsabilidade ao decidir por certas opções que nos são disponibilizadas e arcar com suas conseqüências, positivas ou não.
Não sei se existe escolha errada. Ao que me parece, existe sim aquela escolha mais fácil e a mais difícil de se administrar. Muitas vezes quando as coisas “dão ou estão dando errado” não são por que fizemos uma escolha errada, mas sim por que não soubemos administrar nossas escolhas. Isso talvez seja útil em livros de gestão.
Escrito por sj-casarin às 15h06
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Sinceridade de Filhos
Sinceridade de filhos não tem preço – Diálogos com Fefê
Hoje, levando Fefê à escola, a olhei pelo espelho retrovisor sentada no seu banco e disse:
“Fefê, que olhar espantado é esse?”
No que ela prontamente me repondeu:
“Essa é a minha cara popó”.
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Na hora do almoço, mãe Lelen disse a Fefê:
“Senta aqui no meu colo que é mais fofinho”
E Fefê, depois de sentar disse:
“É que você é meio gordinha né mamãe?”
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Só rindo né? Pois tem coisas que nem Master Card consegue pagar!
Escrito por sj-casarin às 16h07
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EUGÊNIO FRANCO - SÃO CARLOS
EUGÊNIO FRANCO
Vejam como pouca coisa faz a gente feliz. Na última sexta feira (16/05/2008) li no jornal O Estado de São Paulo a reportagem sobre os resultados da avaliação das escolas públicas do ensino fundamental e médio e, para minha surpresa, eis que a primeira classificada entre as escolas da 1ª a 4ª série foi o Eugênio Franco, da minha cidade São Carlos. Fiquei surpreso e feliz por dois motivos: primeiro por que é uma escola da minha cidade natal e, segundo, e talvez mais importante, por que eu estudei lá nos áureos anos de 1971 a 1978, da primeira a oitava série primária (como chamado na época).
Saudades, e muita, da Escola Estadual de Primeiro Grau Eugênio Franco, que ficava a uma quadra da minha casa, na mesma do Hotel Toscano, de esquina com a igreja São Benedito.
Lá fiz o primeiro ano com a Dona Marly. No quarto ano ganhei minha única medalha de melhor aluno (naquela época, os melhores alunos eram premiados), mas curioso, esqueço agora o nome da minha professora do 4º ano. Lamentável!
Mas lá tinha a dona Oraide (Geografia) a dona Aracy (Português e Francês), tinha a professora de música (também esqueci o nome dela) que tinha um Karmann Guia verde. Lindo!
Educação Física a gente fazia lá no Luizão (estádio que fica na Vila Prado), com aula as 7:00 da matina, com frio ou com sol) sobre a batuta do Normando, que depois foi ser preparador físico do Grêmio Sãocarlense, hoje, infelizmente, na terceira divisão do futebol paulista. Anos depois veio o prof. Machado (durão tipo militar, pois invocava até com o tipo de corte de cabelo dos alunos). O “seu Machado” tentou em vão me ensinar a nadar. Eu sempre dava um jeito de escapar das aulas de natação, fosse na piscina do Luizão fosse na piscina municipal, lá no centro da cidade. Por isso até hoje continuo sendo um pregão.
Bons tempos aqueles!
Escrito por sj-casarin às 10h50
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GESTÃO E MODELO SISTÊMICO – APLICAÇÃO NAS IES (Parte II)
Samuel José Casarin
O modelo sistêmico no PPC do curso
O modelo sistêmico aplicado ao projeto pedagógico do curso (PPC) nada mais é do que a integração de uma série de processos que envolvem o curso e a IES. No modelo sistêmico devem ser levados em consideração as seguintes variáveis:
- GESTÃO COLEGIADA
- COORDENADOR (GESTOR) DA ATIVIDADE FIM DA IES
- REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR
- 20% da CH DO CURSO (AC + ES)
- 20% da CH NÃO-PRESENCIAL
- CH mínima, com priorização da QUALIDADE
- AUTO-AVALIAÇÃO
- ENADE
- TECNOLOGIA
A capacidade em desenvolver gestores é um reflexo imediato da importância da gestão universitária, que deve buscar desenvolver um “espírito de gestor” no âmbito da reitoria, coordenação de curso, na área financeira, de RH, de marketing e de tecnologia entre outras.
Por sua vez, tais gestores devem estar capacitados à integrarem ensino, pesquisa e extensão às atividades administrativas. Trata-se da gestão dos serviços educacionais, que uma vez integrados às atividades administrativas caracterizam a gestão sistêmica – integrada.
O gestor deve ter a percepção e o entendimento da questão do atendimento e da vivência em sala de aula (coordenadores de cursos).
A imagem que a IES passa para a sociedade/mercado deve ser resultado da soma de todas as interações dos indivíduos (gestores e acadêmicos) com a IES.
Cabe, finalmente, a título de avaliação de resultados, a valorização tanto dos números acadêmicos (ingressantes, formandos, alunos matriculados, evasão, resultados do ENADE, entre outros) como dos números administrativos (inadimplência, receitas/despesas, folha de pagamento, entre outros).
A “nova IES” é resultado de uma “nova gestão”, que tem visão sistêmica e estratégica, que consegue uma perfeita articulação entre o “aqui dentro” e o “lá fora”, e que consegue conciliar a eficácia educacional com a eficiência organizacional, ou seja, conciliar uma educação/ensino que produz resultado (eficaz) com uma organização (IES) que tem capacidade de produzir resultados (eficiente).
Uma “nova IES” pede uma nova filosofia de gestão, com destaque para:
· Orientação para o cliente – foco no e para o cliente.
· Orientação para a concorrência – conhecer a concorrência, vislumbrar seus pontos fracos e se antecipar a ela na oferta de produtos (serviços) diferenciados.
· Orientação para o futuro – análise crítica do ambiente (interno e externo), com a elaboração de um planejamento estratégico consistente, calcado em planos de ações e visão de futuro.
Um modelo de excelência de gestão deve ser sustentado por um conjunto de conhecimentos e informações que perpassam por clientes, lideres e sociedade. Deve considerar que clientes e sociedade possuem necessidades, expectativas, desejos e sonhos. As lideranças, por sua vez, têm que ter competências para definir e por em prática um conjunto de estratégias e planos (PE) calcadas em pessoas e processos, vislumbrando produzir resultados para as partes interessadas.
A gestão sempre irá se deparar com desafios que exigirão esforços comuns para superá-los. Tais desafios envolvem:
· Gerir o negócio em função dos clientes;
· Oferecer maior valor agregado;
· Dar prioridade aos processos – gestão sistêmica;
· Criar ordem a partir da desordem (caos);
· Avaliar com senso estratégico;
· Levar adiante uma gestão estruturada e sistêmica;
· Concentrar-se no cliente final;
· Derrubar barreiras;
· Buscar constante inovação.
Escrito por sj-casarin às 23h27
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GESTÃO E MODELO SISTÊMICO – APLICAÇÃO NAS IES (Parte I)
Samuel José Casarin
Podemos conceituar o modelo sistêmico em uma organização sistêmica como sendo aquele onde a organização (no caso a IES) e o meio ambiente (a sociedade e o mercado – esquecendo um pouco aquela questão já desgastada do mercantilismo do ensino), estão permanentemente envolvidos num processo interativo que resulta em um redesenho mútuo e dinâmico, baseado em processos. É fundamental que haja uma intima interação entre a IES e a sociedade/mercado de tal maneira que todos os segmentos da instituição, passando pela alta administração (estratégica), intermediária (tática) e básica (operacional) estejam envolvidos.
Considerando uma organização como um sistema complexo e transpondo essa complexidade para uma instituição de ensino superior, a IES tem que dar respostas (produtos/resultados) para a sociedade/mercado através de seus serviços educacionais básicos (ensino, pesquisa e extensão). A sociedade, por sua vez, retroage com a IES fornecendo-lhe recursos humanos (alunos e docentes) e materiais (financeiros) para sua subsistência e crescimento.
A complexidade aqui aventada obriga as IES a buscarem um crescimento baseado em um planejamento. O crescimento de uma instituição não ocorre por acaso, de maneira espontânea (principalmente nessa época de grande concorrência e competitividade). Um planejamento é fundamental.
Para que esse planejamento seja efetivo, é necessário conhecer o atual cenário e ter competência para identificar as mudanças no ambiente e, assim, poder antecipar-se à elas. Essa antecipação, com base na análise ambiental, leva a IES à uma redefinição dos seus objetivos, mantendo-se focada, porém na idéia de negócio (esqueçamos mais uma vez o tal mercantilismo). Novas estratégias devem ser formuladas, visando uma adaptação da IES ao novo cenário (ambiente). Assim, delinea-se a construção de um amplo planejamento estratégico (que pode e deve ter reflexos no PDI da IES) traçando-se novos planos, programas e metas.
Deve, porém, atentar a um quesito fundamental: a necessidade da manutenção da identidade da organização (IES) – seu DNA. Muito embora missão, visão, valores e princípios possam ser revisados (transformados) com o tempo, a sua essência, no entanto, é imutável.
Com base nos conceitos fundamentais da excelência em gestão (FNQ – Fundação Nacional da Qualidade), podemos relacionar onze Fundamentos da Excelência aplicada às IES:
- PENSAMENTO SISTÊMICO
- APRENDIZADO
- CULTURA DA INOVAÇÃO
- LIDERANÇA E CONSTÂNCIA DE PROPÓSITOS
- ORIENTAÇÃO POR PROCESSOS E INFORMAÇÕES
- VISÃO DE FUTURO
- GERAÇÃO DE VALOR
- VALORIZAÇÃO DAS PESSOAS
- CLIENTE E MERCADO
- PARCERIAS
- RESPONSABILIDADE SOCIAL
Uma das características mais marcantes do ensino superior atual é a competitividade existente nesse setor. Essa competitividade leva as seguintes conseqüências imediatas: Necessidade de se determinar a rentabilidade de um serviço educacional; Sobrevivência; Cursos que agreguem valor; Qualidade; Aluno como cliente; Gestão competente; Visão estratégica
O resultado do censo do ensino superior de 2006 mostrou que a competitividade no ensino superior tende a ser cada vez mais acirrada, pois de acordo com os resultados divulgados havia no ano de 2006 2.270 instituições de ensino superiores credenciadas junto ao Ministério da Educação. Essas IES, juntas, ofereceram em 2006 mais de 2,6 milhões de vagas em seus cursos de graduação. Entre os anos de 1991 e 2006 houve um crescimento exponencial da oferta de vagas no ensino superior, partindo de pouco mais de 500.000 vagas em 1991 para 2,6 milhões em 2006. Esse cenário requer uma dualidade para as IES: cautela e ousadia.
Escrito por sj-casarin às 23h27
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Televisão
TELEVISÃO
Nos idos de 1985, portanto, há mais de um quarto de século atrás, os Titãs embalavam a música TELEVISÃO que em certa altura da letra diz: “A televisão me deixou burro, muito burro demais; e hoje, todas as coisas que eu faço me parecem iguais”. E isso no auge do grupo que não saia dos programas de auditório de TV da época.
Se há 25 anos a TV tinha a capacidade de nos deixar burros, programas como o atual BBB entre outros, mostram que esse “veículo de comunicação” se aperfeiçoou muito nessa competência ao longo desse período.
Mas eu não estou escrevendo esse texto para criticar o BBB ou coisa parecida, pois nunca assisti um capítulo, na íntegra, dessa coisa.
Nesse último fim de semana (23/03/2008), domingo de Páscoa, li uma coluna no caderno de esportes do jornal O Estadão que me tocou.
O artigo, escrito por um colunista esportivo – claro, estava no caderno de esportes – tratava da invasão (maldita) dos aparelhos de TV nos locais públicos (bares, restaurantes, cafés, pizzaria, lanchonetes, postos de estrada e, até, em salas de espera de pronto socorro de hospitais), e a sua incrível capacidade de hipnotizar as pessoas.
O articulista citou vários casos que presenciou, mas dois deles me chamaram a atenção: em um, o colunista entrou em um bar-caffé para tomar um expresso e quando se aproximou do balcão, os três atendentes estavam voltados de costas para ele, olhando para um aparelho de TV que passava, as 08h30min, um jogo de futebol. Futebol, as 08h30min? Pode? Só depois de algum tempo deram conta da sua presença e o atenderam. Ele afirma que, ironicamente, pensou em pedir desculpas aos atendentes por estar atrapalhando a atenção deles. Em um segundo caso, em uma lanchonete, uma dupla (aparentemente pai e filho) sentaram-se em uma mesa, pediram sandwiches e se voltaram para uma TV para acompanhar também um jogo de futebol. Os lanches foram servidos, mas nenhum dos dois deu bola para aquele apetitoso prato, que ficou esfriando sobre a mesa; um não conversava com o outro e os sandwiches ficaram esquecidos também. Taí outro exemplo de TV hipnótica.
Tenho também minha implicância com essa invasão de TVs em locais públicos. A gente vai para lanchonetes, bares, cafés, restaurantes, pizzarias etc para apreciar um bom prato, o ambiente, as pessoas e, se acompanhado, conversar sobre assuntos mil. Nunca! Jamais, para assistir TV! TV a gente vê em casa, e olha lá!
Hoje em dia é comum também em bares onde se pode fazer um gostoso happy hour existir TV com telões passando shows de artistas. Geralmente em alto volume sonoro. Isso me demove do lugar imediatamente.
Lembro de uma vez que viajava e parei em um posto de estrada para um pipi e um lanche. No local havia três aparelhos de TV, estrategicamente distribuídos, nos quais passava um show de um DVD musical, não lembro de quem (era grupo de pagode). O volume estava tão alto que eu e minha esposa não conseguíamos conversar, pois um não ouvia o outro, atrapalhados pelo som. Pedimos, sem sucesso, para que diminuíssem o volume a níveis civilizados. Como não fomos atendidos, partimos sem comprar nada. Só fizemos nosso necessário e indispensável pipi e nunca mais voltamos lá.
Voltando aos Titãs, mais vinte e cinco anos depois, a mesma TELEVISÃO além de continuar a querer nos deixar burro demais, ela também quer nos deixar calados e surdos.
A próxima meta dela, desconfio, é nos deixarem cegos. Socorro!!!!
Escrito por sj-casarin às 11h35
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ENXAQUECA
ENXAQUECA
Não sei por que até hoje não escrevi algo sobre minhas enxaquecas. Tornou-se um mal tão comum para mim, que acabei aprendendo a conviver com ela a duras penas.
Na verdade o que me estimulou a escrever sobre ela foi um artigo (coluna) que li na Veja, escrita pelo Diogo Mainardi e descobri que ele e eu temos algo em comum: enxaqueca. Pelo que ele escreveu, a dele é recente (surgiu nos últimos dois anos) e o remédio que ele toma não é o mesmo que eu tomo, mas tudo bem, dor é dor de qualquer jeito e a gente faz tudo para terminar com ela.
No artigo do Mainardi ele tratou a enxaqueca dele com paralelos de escritores que também tinham esse problema. Deu um caráter literato a dor. Eu não sei fazer isso. Só posso relatar o lado técnico e pessoal dessa coisa.
O Mainardi diz que vê pontos luminosos que antecedem a dor. Eu não vejo ponto luminoso nenhum. Não tenho áurea, mas sinto a dor quando vem chegando. Meu humor muda, meu hálito muda (a Helen já reparou nisso), eu fico um pouco deprimido. Daí, dá-lhe sumatripitana!!!! Às vezes funciona (na maioria das vezes) outras não – aí é o caos! Como dói!
Minha enxaqueca tem como marco inicial minha formatura de colegial. Em dezembro de 1982 (não lembro que dia) minha turma fez um churrasco em uma chácara para comemorar a formatura e selar nossas despedidas. Comi muita carne e bebi cerveja. Não terminei inteiro o churrasco. Meu estomago se contorceu, minha cabeça começou a doer e fui para casa mais cedo. Essa, talvez, foi minha primeira enxaqueca. Você vai dizer que é porque eu enchi a cara de cerveja. Pode ser, mas os sintomas daquela crise de dor foram tais e quais os de hoje, com ou sem cerveja.
Em 1982 eu tinha 19 anos. Hoje, 44 (até maio). Logo, minha enxaqueca me acompanha há longos 26 anos (considerando meus 45 aninhos). Que merda! Já fizemos bodas de prata!
Tive crises de enxaquecas inesquecíveis. Para mim e para as pessoas próximas. Quando fiz exame de motorista para tirar habilitação, estava enxaquecoso. Passei no exame, mas vomitei feito um cão danado! Quando fui ao Rio de Janeiro (em 1985) com minha irmã, meu cunhado e minha sobrinha voltei de lá vomitando pela Dutra. Era a maldita enxaqueca me atazanando. No dia seguinte ao meu casamento, domingo, no dia de embarcar para a lua de mel, passei mal o dia todo por causa da enxaqueca e quase perdi o vôo para Natal-RN onde iríamos passear. Isso sem contar as infinitas idas ao pronto-socorro do hospital tomar dipirona na veia e soro para re-hidratar depois de uma crise de enxaqueca vomitosa que chega a me virar no avesso.
Tratamentos, já fiz vários, mas não consigo levar nenhum ao seu final. Nisso, confesso, sou relaxado. Homeopatia, acupuntura, tratamento neurológico, tratamento gástrico e até uma dieta meia-boca. Nada adiantou. Desisti.
Gostei da sinceridade de um médico aqui de Marília (Dr. Melges). Ele me disse: “posso lhe receitar um caminhão de remédio, mas se você não mudar seus hábitos, de nada vai adiantar”; exercite-se, disse, ele. Até que eu tentei. Por um período saía para andar toda noite, depois que as crianças dormiam, mas enjoei, perdi o pique e parei. Continuo sedentário, candidato a morrer subitamente, sem saber bem porque. Aliás, por falar em morrer, ninguém tira da minha cabeça a idéia de que morrerei de dor de cabeça. E isso eu sinto quando, algumas vezes, surge um forte aperto na cabeça, um tipo de pontada, como se uma agulha estivesse me perfurando o cérebro sem nenhum anestésico. A dor é forte demais e dura, se tanto, uns cinco segundos. O suficiente para me fulminar e me levar desta para uma melhor. Melhor?
Escrito por sj-casarin às 20h24
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Atendimento é tudo ou......
Atendimento é tudo ou.....nada!
Dizem que as companhias aéreas vivem em crise. Muitas delas estão quase falidas e muitas outras faliram recentemente. A vítima da vez é a Pantanal Linhas Aéreas que entre outros trechos cobre o trecho Marília – São Paulo – Marília. Mas a sua falência já era um caso previsto. A chamada morte anunciada. Nos últimos cinco anos (tempo que eu viajo por essa companhia) a ocupação média da aeronave caiu sensivelmente.
Em fevereiro último eu precisei ir a São Paulo para uma reunião agendada para as 09h30min. Meu vôo, pela Pantanal, sairia de Marília bem cedinho (o chamado vôo leiteiro) às 06h08min.
Neste dia levantei por volta de 04h45min, me arrumei e as 05h35min estava no aeroporto de Marília. Cheguei meia hora antes do vôo, como recomenda a empresa para o caso de um aeroporto pequeno como o de Marília, servido por apenas uma única empresa, ela, a Pantanal.
Eis que chego ao balcão para meu check in e logo sou avisado que o vôo está atrasado meia hora, ou seja, só vai partir as 06h40min. Portanto, meu tempo de espera no aeroporto que seria de 30 minutos, se prolongou para uma hora, ou seja, dobrou.
Até aí tudo bem! Fazer o quê? Porém, 30 minutos são 30 minutos e este foi o tempo suficiente para que o tempo (meteorológico) mudasse drasticamente em Marília. De um dia que se anunciava de sol, aos poucos apareceu uma forte névoa que fechou o aeroporto. Resultado: o avião quando se aproximou de Marília no horário anunciado não teve condições de pouso (ele parte de Presidente Prudente ou Araçatuba) e seguiu em frente, nos deixando para trás.
Senhores, nos disse o atendente, o avião não pode pousar e, infelizmente, vocês terão que ir no próximo vôo as 11h40min.
Legal né? Minha reunião das 09h30min tinha ido pro beleléu.
Como estava com um amigo, que encontrou no aeroporto com outro seu amigo e ambos tinham a agenda mais cheia que a minha, decidiram ir de carro e me convidaram para ir de carona. Pela lógica deles, certíssima, saindo de Marília as 07h30min, chegaríamos em São Paulo por volta das 11h30min, antes mesmo do avião decolar do aeroporto de Marília (isso se decolasse). Ganharíamos tempo. Aceitei a carona. Antes, porém, fui verificar se poderia usar minha passagem para fazer o trecho de volta (São Paulo – Marília) no vôo das 17h30min, saindo de Congonhas. A atendente da loja anotou meu celular e disse que me ligaria tão logo conseguisse me encaixar neste vôo que eu solicitei. Beleza! Lá fui eu de carro pra sampa.
Pouco mais de uma hora na estrada a moça da loja do aeroporto de Marília me liga. Senhor Samuel, consegui colocá-lo no vôo das 17h30min. Foi difícil mas consegui, disse ela. Porém, continuou, o senhor precisa estar na loja da Pantanal em Congonhas até as 13h00min para pagar a diferença de tarifa, são R$20,00.
Pôxa, retruquei eu, em Congonhas até as 13:00h para pagar só R$20,00? Eu não posso pagar na hora do meu embarque? Não, disse ela, o sistema não aceita; se o senhor não chegar até as 13:00h o senhor perde sua vaga no vôo que me deu tanto trabalho para conseguir, emendou ela.
Fiquei perplexo e disse que tentaria chegar em Congonhas no tal horário, para não tornar o trabalho dela em vão. Agradeci (não sei porque) e desliguei o celular.
Nisso, o colega que estava ouvindo minha conversa, também perplexo, me deu a dica: porque você não pede para sua esposa ir a loja no aeroporto de Marília e fazer o pagamento lá?
Pode?, eu perguntei.
Claro que pode, disse meu amigo. Na dúvida liga de volta para a atendente do aeroporto que te ligou agora e pergunta para ela.
Na hora retornei a ligação. A moça me respondeu: sim pode pagar aqui em Marília, mas também só até as 13:00h.
Raios! Porque ela não me deu essa informação antes? Será que ela pensa que circular por São Paulo é o mesmo que circular por Marília?
Liguei para a Helen (minha esposa) que estava trabalhando e ela se prontificou a ir pagar tão logo saísse do trabalho. Salvo por uma informação extra, não tive que ir a Congonhas.
Qual o drama todo nesta situação?
Em primeiro lugar, se eu não consegui embarcar na ida, no mínimo a empresa deveria me permitir embarcar no horário de volta (havendo vaga, é claro) sem esta história da atendente me dizer que conseguiu a vaga a muito custo (trabalho) por parte dela; ou havia a vaga ou não.
Em segundo lugar, cobrar uma taxa de diferença de tarifa para um mesmo trecho é um absurdo. Afinal a distância Marília-SP é a mesma SP-Marília. Além disso, eu perdi o vôo de ida por culpa da própria companhia aérea, pois se ela não tivesse se atrasado, não teria pegado o tal nevoeiro que se formou naqueles míseros 30 minutos de atraso.
Em terceiro lugar, a atendente que me ligou poderia dar a informação completa e não parcial como fez. Porque ela omitiu a possibilidade de alguém pagar os R$20,00 na própria loja da companhia no aeroporto de Marília?
Só para finalizar, o vôo Marilia-SP previsto naquele dia para as 11h:40min também não decolou porque neste horário choveu muito em Marília e o aeroporto fechou de novo.
Escrito por sj-casarin às 12h04
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LAMENTÁVEL
Lamentável
É incrível como coisas absurdas insistem em acontecer frequentemente neste país. O absurdo, lamentável, mais comentado atualmente trata-se da aprovação do garoto de apenas oito anos no vestibular da UNIP em Goiás, para o curso de Direito. Logo Direito que anda com o MEC segurando a faca no pescoço de várias IES que oferecem este curso.
Os absurdos, lamentáveis, se somam da seguinte maneira: primeiro a UNIP aceitar a inscrição de um candidato de apenas oito anos (mesmo com a alegação de ser treineiro – isso é ridículo), segundo a UNIP aceitar a matrícula do candidato aprovado de apenas oito anos, terceiro refere-se aos pais do menino o absurdo lastimável de insistir que o garoto deva freqüentar o curso.
Esse caso me lembra a personagem Veruska do filme A Fantástica Fábrica de Chocolates, onde a garota fazia dos pais “gato e sapato”, como se diz aqui no interior, exigindo as coisas mais absurdas. Os pais, por sua vez, faziam de tudo para atender a menina, chegando ao cúmulo de parar a fábrica da qual eram proprietários para que os funcionários procurassem um “passaporte” em uma barra de chocolate que daria o direito de visitar a fábrica de chocolates do Sr. Wonka. Como havia, no mundo todo, apenas cinco passaportes, o pai de Veruska comprou milhares de barras com o objetivo de atender a vaidade da garota. Lamentável!
Eu não sei se o garoto de oito anos é tão mimado quanto era a Veruska, mas ele, garoto, também insistir em freqüentar o curso só porque quer ser advogado e os pais corroborarem é de uma insensatez enorme. É evidente que o ambiente acadêmico de uma instituição de ensino superior não tem nada a ver com o perfil de um menino de apenas oito anos que sequer concluiu o ensino fundamental e, com certeza, há pouco deixou de usar fraldas.
Por outro lado, há a incrível falácia do famoso vestibular agendado, hoje praticado por uma série de IES. Digo falácia porque na verdade esse tipo de processo seletivo só existe para incutir no candidato à vaga, uma idéia de que ele passou por um processo de seleção, quando na verdade basta ele, como candidato, escrever qualquer coisa que estará automaticamente aprovado. Vejam a rapidez com que sai o resultado! As IES precisam desesperadamente de alunos, que estão escassos ultimamente. Muitas não conseguem formar turmas de ingressantes em muitos de seus cursos oferecidos. Daí, saem catando qualquer um que por não ter conseguido passar em lugar algum, vêem no tal do vestibular agendado uma possibilidade real de ingressar no ensino superior. Não tenho estatísticas, apenas “feelling”, mas, com certeza, a maioria desses candidatos acaba desistindo do curso que ingressam porque não tem o mínimo de capacidade para acompanhar as aulas.
E assim caminha o ensino superior no Brasil. Lamentável!!!!!
Escrito por sj-casarin às 10h32
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CONTRASTES SURPREENDENTES
Recentemente li dois artigos, um em um boletim eletrônico*1 da FAPESP e outro no jornal O Estado de São Paulo*2, que ilustram situações, pelo menos para mim, inusitadas.
O artigo do boletim da FAPESP mostra o resultado de uma ampla pesquisa que concluiu que o uso de computador por alunos do ensino fundamental e médio não contribui para a melhoria do aprendizado. Ao contrário, os resultados da pesquisa mostram que o desempenho dos alunos que menos fazem uso do computador é maior que o desempenho daqueles alunos que mais utilizam o computador como ferramenta de estudo.
A causa desse rendimento menor, porém, os pesquisadores não souberam identificar.
Em outro artigo, este de O Estadão, o articulista mostra um dado curioso. É muito conhecida a fama de o brasileiro ler pouco e é sabido também que o comércio eletrônico na internet vem crescendo exponencialmente. O fato que surpreende é que o produto mais vendido pela internet é o.......LIVRO! Isso mesmo, o famoso livro de papel é o produto mais comprado pela internet, inclusive no Brasil, com destaque, no âmbito mundial para a Amazon, pioneira nessa área.
Concordo que quem compra pela internet, como o próprio articulista lembra, faz parte de uma camada privilegiada, que além de ter computador, tem cartão de crédito (mas cartão de crédito está se tornando tão popular como aparelho de telefone celular – em breve todo mundo terá o seu, não dá para escapar).
Sinceramente, eu preciso pensar mais nesse assunto.
Samuel José Casarin
(*1): Boletim da Agência Fapesp, de 13/02/2008
(*2): O Estado de São Paulo, edição de sábado, 16/02/208.
Escrito por sj-casarin às 09h01
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Gugu (SBT) 25 anos – O Golpe!
Garoto(a) como as coisas andam esquisitas ultimamente!
Já era mais de uma hora da manhã quando meu celular tocou (um toque só) e deixou a seguinte mensagem: “De: 0859981479 (sbt) Gugu 25 anos inf: seu aparelho móvel foi sorteado com 1 (Gol Flex Power) e 4 aparelhos v3 motorola sbt + inf: ligue gratuito do fixo p. 0318599814797. Retornar: 558599814797 01:06 10/01/08”.
Como já era mais de uma de la matina, resolvi dormir e ligar de manhã quando acordasse. Assim fiz.
Liguei para o número 0318599814797, que após uns cinco toques atendeu um sujeito respondendo: SBT.
Disse eu que havia uma mensagem no meu celular dizendo que meu aparelho havia sido sorteado com um gol e quatro celulares pela promoção 25 anos do gugu no SBT..
O sujeito que atendeu se identificou como Marcos Paulo Correa e perguntou a que horas o telefone havia tocado.
Disse eu que por volta de uma e meia da manhã.
Ele disse ok, perguntou meu nome (disse Samuel e ele respondeu Rafael, depois corrigiu) e pediu que eu confirmasse o número do meu celular, com DDD.
Assim o fiz: é 14-9771-2321. Dei uma de Mané, fazer o quê?
Ok disse ele, confirmando que eu tinha ganhado um Gol Flex e quatro aparelhos celulares Motorola. Aí ele emendou: não vou pedir nenhum documento seu, apenas procure dois produtos da Nestlé aí na sua casa e diga para mim quais são os códigos de barra para eu verificar no meu sistema.
Mané, lá fui eu ver os tais produtos: primeiro dei o código de barras de um Mucilon e, depois, de um Nan Soy. Todos da Nestlé.
Ele falou para eu aguardar um instante para ele checar no sistema. Caso a ligação caísse era para eu ligar novamente para o mesmo número, pois a ligação era gratuita (olha eu Mané de novo – ligação gratuita, pelo que sei, é 0800; existe outra?). A ligação não caiu. Alô Samuel, disse ele, está ok! Você ganhou os prêmios.
Olha, continuou ele, você ainda poderá ganhar uma casa no valor de oitenta mil reais (ela é praticamente 95% sua), você só vai precisar comprar quatro cartões de celular. O seu aparelho é Vivo?
Sim, disse eu.
Não tem ninguém que tenha um da TIM na sua casa?
Não, eu disse.
É o seguinte, disse ele: você precisará comprar quatro (4) cartões de celular pré-pago (o seu da Vivo é pré-pago? Não, disse eu, é pós). Tem que ser da TIM e de R$ 25,00 cada um, depois você será reembolsado em dobro na entrega dos seus prêmios hoje a tarde. Você pode comprar dois de R$ 50,00 ou se não achar nenhum, pode ser um de R$ 100,00 mesmo.
E ele continuou: quanto tempo você acha que gasta para sair para comprar estes cartões?
Pelo menos uns 30 minutos, disse eu. Posso ir ao centro e comprar os cartões na loja da TIM.
Olha, disse ele, você não precisa ir na loja da TIM. Vá a uma farmácia, padaria ou posto de gasolina aí perto da sua casa que é mais rápido, mas não diga que é por causa da promoção. Ok? Porque na hora da entrega dos prêmios pode juntar muita gente aí e tumultuar. Olha, vou te dar 40 minutos para você ir comprar os cartões. Posso começar a contar o tempo?
Pode, disse eu.
Ah, só mais uma coisa, disse ele: quando você ligar novamente não diga Alô!, diga “eu sou fã do SBT e eu comprei cartões da TIM”. Repete para mim, disse ele.
Novamente, eu Mané, repeti: “eu sou fã do SBT e eu comprei cartões da TIM”.
Ok, é isso aí. Aguardo sua ligação.
Fim da conversa.
Como eu pouco assisto TV, menos ainda o SBT, e nunca o programa do Gugu, fui perguntar para minha empregada se ela assistia TV e se sabia dessa promoção do Gugu. Ela disse que assistia TV mas não o programa do Gugu (ponto para minha empregada).
Nisso chegou a Lelen vindo de um passeio com o Guigui (até parece Gugu – credo cruz!!!) e lhe relatei o ocorrido. Ela logo falou: cheque na internet.
Lá fui eu no Google: “gugu 25 anos”.
No alvo! Salvo pelo Google! Era golpe! Encontrei vários depoimentos de pessoas que passaram pela mesma situação (algumas caíram no conto!).
Achei o cúmulo! Nunca fui sorteado para prêmio algum (a não ser uma única vez quando fiz a quadra na mega-sena e ganhei uns 200 reais – foi só) e quando acontece é com bandido!!!! Lamentável! Isso é o Brasil e essa é a minha sorte!!!!! Lamentável – de novo!
Escrito por sj-casarin às 23h54
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CONSIDERAÇÕES SOBRE O ENADE 2007
Samuel José Casarin
A edição de 2007 do Exame Nacional de Avaliação de Desempenho Estudantil – ENADE, que selecionou, segundo dados do INEP/MEC, entre concluintes e ingressantes, 215.419 estudantes dos cursos da área de saúde e agrárias, além de Serviço Social, de 753 instituições de ensino superior (IES), apresentou os seguintes números:
- Ingressantes: 139.905 (64.95%) alunos
- Concluintes: 75.514 (35,05%) alunos
- Cursos de graduação avaliados: 16
- Curso com maior número de ingressantes: Educação Física (28.816 alunos = 20.6% dos ingressantes)
- Curso com maior número de concluintes: Educação Física (19.674 alunos = 26% dos concluintes)
- Curso com menor número de ingressantes: Tecnologia em Agroindústria (481 alunos = 0.34% dos ingressantes)
- Curso com menor número de concluintes: Tecnologia em Agroindústria (391 alunos = 0.51% dos concluintes)
Porém, se estabelecermos um ranking dos cinco cursos que tiveram o maior número de alunos ingressantes, concluintes e total de participantes, teremos a seguinte situação:
Ranking dos cinco cursos com maior número de ingressantes participantes:
1. Educação Física (28.816)
2. Enfermagem (26.431)
3. Fisioterapia (14.076)
4. Farmácia (12.466)
5. Nutrição (9.936)
Nota: Total de ingressantes participantes = 139.905
Ranking dos cinco cursos com maior número de concluintes participantes:
1. Educação Física (19.674)
2. Enfermagem (12.197)
3. Fisioterapia (7.228)
4. Farmácia (6.624)
5. Serviço Social (5.257)
Nota: Total de concluintes participantes = 75.514
Ranking dos cinco cursos com maior número de participantes:
1. Educação Física (48.490)
2. Enfermagem (38.628)
3. Fisioterapia (21.304)
4. Farmácia (19.090)
5. Serviço Social (14.786)
Nota: Total de participantes = 215.419
Conclusões possíveis:
Entre os dezesseis cursos avaliados pelo ENADE 2007, de acordo com os números divulgados pelo INEP/MEC podemos depreender que:
- Os cursos de Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia dominam os números de alunos ingressantes e concluintes entre os cursos avaliados.
- O curso de Tecnologia em Radiologia é o curso que tem o maior número médio de ingressantes por curso participante (acima de 50 alunos), sinal de a procura por este curso está em alta.
- Os cursos de Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina e Medicina Veterinária são os que apresentam índices elevados (acima de 40 alunos) ingressantes por curso participante, o que indica que são cursos atrativos.
- O curso de Fonoaudiologia é, destacadamente, entre os dezesseis cursos avaliados pelo ENADE 2007, o que apresenta o menor número de alunos ingressantes por curso participante. Sinal de que a procura por este curso está em queda.
- Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia e Nutrição respondem, juntos, por 89% dos ingressantes que participaram do ENADE 2007.
- Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia e Serviço Social respondem, juntos, por 81% do total de concluintes que participaram do ENADE 2007. Esses mesmos cursos respondem por 66% dos alunos participantes do ENADE 2007.
Escrito por sj-casarin às 16h17
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Diálogos com Fefê – III
Não sei bem porque saiu este papo entre a Fefê e eu, mas entrando no carro e assentando ela na sua cadeirinha do banco de trás, ela disse: as pessoas têm garganta né pai?
Sim, disse eu, todas as pessoas têm garganta. Os animais também.
O gato tem? Perguntou ela.
Sim tem, disse eu.
O leão tem, continuou ela.
Sim ele também tem. Tentei encerrar eu, completando: até os tubarões tem garganta Fefê.
Mas tubarões são bravos né pai?
Não Fefê, tubarões não são bravos. O problema é que as pessoas vão lá onde eles moram, e enchem os sacos deles, e aí eles ficam bravos. Explico, didaticamente, eu.
Então quando eles estão de saco vazio eles são bonzinhos? Fulminou ela.
Só me restou dar muita risada. Essa é minha Fefê. Eta menininha!!!!
Escrito por sj-casarin às 16h55
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